segunda-feira, 29 de março de 2010
Ando perdida?!...
Ando perdida e não consigo achar-me.
Nada me satisfaz, nada me provoca sensações, nada me emociona e tudo me parece extremamente vazio e sem interesse, por mais interessante que possa parecer a uma distância relativa, logo, á medida que se aproxima se torna pequeno e desinteressante. Só quando sonhado é que tem interesse, porque no sonho o desejo é maior e o objecto dele é puro, entre mim e ele não existem obstáculos, nem nele imperfeições.
A satisfação limita-se a chegar-me através do pensamento, pois nele a outupia é a minha realidade e a ilusão torna-se concreta.
No real tudo se torna apenas real, mas enfadonho e destimulante, passa a ser metódico e patético comparativamente ao que se sonhou.
O contacto com a realidade e com as pessoas faz-me sentir patética e enjoada, por não conseguir achar um meio de me sentir integrada e satisfeita, todas as acções são chatas e as conversas também, parecem-me dejavus que se repetem infinitamente com diferentes personagens, mas sempre com o mesmo final. Já não há curiosidade em ficar até ao fim da conversa, porque o final se revelou ainda no início e eis que mais nada de interesse se desenrola até ao fim. Debatendo-se sempre nas mesmas questões, chegando-se sempre às mesmas conclusões.
Onde é que está o fascínio do discurso e da escuta!Onde é que está o meu fascínio pela vida...
terça-feira, 27 de outubro de 2009
É muito duro
não poder sentir o realmente sinto
e enganar os sentindos para sentir aquilo que não sinto
e fingir que o que sinto é fingimento
e o que finjo sentir é o sentimento
não quero mais fingir
não quero mais fugir do que sinto
não quero mais prender este amor
porque enquanto finjo que não sinto ele se transforma em dor
e me consome por dentro
até ao ponto de não saber
mais se o que sinto é amor
seca-me a alma e a pessoa
faz de mim uma besta louca, à toa
sem saber o que fazer
com aquilo que me percorre
e não tem mais por onde sair e me consome
e o meu ser morre, morre, morre...
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Perdido num Espaço Limitado
Sinto-me um ser perdido num imenso universo limitado por um espaço, dentro de um espaço que o limita, dentro de uma sociedade que nos induz, seguindo um caminho que quase nunca faz sentido, que questiono por não perceber o sentido que há nas coisas, nem o que nos leva a construir seja o que for, por não perceber de onde é que vem a lógica das regras que criamos para tentar encontrar respostas para uma existência que não tem explicação?...e no final o que sobra é simples, pois que não há resposta e aquilo que resta de concreto é o que sentimos, mas tentamos fugir da sua verdade tentando controlá-lo e afastamos-nos cada vez mais do único sentido que faz sentido sem questões...O Sentimento...Será isso que nos (des)Orienta?!